Durante a última temporada, a situação de Andrey Santos no Chelsea parecia promissora. O brasileiro tinha recebido chances no time, contava com a confiança da comissão técnica e era visto como um jogador com grande potencial. No entanto, o cenário mudou rapidamente. Sua transferência para o Manchester United por 50 milhões de libras não foi uma decisão repentina, mas sim resultado de uma combinação de fatores, como a concorrência intensa no elenco e a necessidade do jogador de ter mais tempo em campo.
Nos últimos anos, o Chelsea tem investido pesado para formar um dos elencos mais robustos da Europa. No meio-campo, a competição se tornou feroz. Jogadores como Caicedo e Enzo Fernández se firmaram como peças chave, e outros nomes, como Romeo Lavia, também ganharam espaço. Até mesmo Reece James foi utilizado em algumas partidas na posição de meio-campista. O interesse do Chelsea em contratar Granit Xhaka só reforçava a ideia de que a diretoria estava buscando aumentar as opções do setor, o que deixou Andrey Santos preocupado com seu desenvolvimento.
Em busca de uma solução, Andrey decidiu se reunir com a diretoria do Chelsea para discutir seu futuro. Inicialmente, ele estava disposto a continuar no clube, imaginando que teria mais oportunidades em uma temporada que contaria com a Champions League. No entanto, a não classificação do Chelsea para competições europeias em 2026/27 mudou tudo. Com um calendário mais enxuto, as chances de jogar diminuiriam, e, com apenas 22 anos, Andrey tem a ambição de se firmar no futebol. O Chelsea, ao perceber a posição do atleta, permitiu que seus representantes buscassem outras propostas.
O Manchester United, vendo a oportunidade, fechou o negócio. Os 50 milhões de libras foram divididos em 48 milhões pagos à vista e 2 milhões dependentes de metas. Além disso, o Chelsea garantiu 10% de uma futura venda. Para os londrinos, foi um grande negócio, considerando que Andrey havia sido adquirido do Vasco por cerca de 16 milhões de libras apenas três anos antes. Agora, seu valor de mercado praticamente triplicou, mesmo sem ter se tornado titular absoluto.
A saída de Andrey não significa que o Chelsea duvidasse de seu talento. Muito pelo contrário. O clube reconhecia suas qualidades, como a habilidade de acelerar o jogo e a visão para encontrar companheiros em boas posições. Na primeira parte da última temporada, o então treinador Enzo Maresca chegou a defender sua permanência, considerando-o uma opção valiosa. Porém, a falta de consistência nas oportunidades acabou pesando.
Um dos momentos marcantes de sua passagem foi contra o Brighton, onde um erro de domínio de bola gerou uma expulsão de um companheiro e uma derrota por 3 a 1. Esse lance deixou a comissão técnica insatisfeita, e, a partir daí, Andrey perdeu espaço no time. Embora tenha retornado como titular algumas vezes, suas atuações foram limitadas a jogos de menor importância.
A troca de treinador poderia ter sido uma nova chance, já que Liam Rosenior, que conhecia Andrey do Strasbourg, o utilizou inicialmente com frequência. Contudo, a sequência de jogos acabou diminuindo, e nos últimos jogos sob o comando de Rosenior, ele sequer foi chamado para o banco de reservas.
Ainda assim, a avaliação interna do Chelsea era de que Andrey Santos continua sendo um meio-campista jovem e promissor. Diante da forte concorrência e do desejo do jogador de atuar regularmente, a venda se tornou a melhor solução para todas as partes envolvidas.