As declarações de Jorge Jesus ao “Canal 11” na última segunda-feira abriram um novo capítulo na história da seleção brasileira. Agora como o novo treinador de Portugal, ele revelou que esteve muito mais próximo de assumir o comando da seleção pentacampeã do que a maioria das pessoas imagina. Sabe aquela sensação de que algo poderia ter sido diferente? Pois é, Jesus contou que já estava preparando uma pré-convocatória antes mesmo de qualquer anúncio oficial.
Ele explicou que as conversas com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) começaram logo após a derrota de 4 a 1 para a Argentina, em março de 2025, que resultou na demissão de Dorival Júnior. Essa informação mostra que Jesus estava no radar da seleção antes mesmo de a CBF decidir insistir em Carlo Ancelotti, um desejo antigo da direção. Ele comentou que, apesar de o Brasil ter muitos talentos, a seleção não consegue conquistar títulos. E revelou: “Acabei não indo treinar a seleção brasileira, mas já tinha indicações para fazer a pré-convocação.”
A passagem de Ancelotti pelo comando da seleção foi marcada por decepções, principalmente na Copa do Mundo de 2026, onde o Brasil foi eliminado nas oitavas de final pela Noruega. A atuação da equipe foi criticada, principalmente por falta de criatividade no ataque e uma defesa muito passiva. Essa eliminação aumentou as falas sobre a necessidade de mudanças.
Falando sobre sua experiência, Jesus relembrou que, embora a disputa com Ancelotti dominasse as notícias em 2025, as conversas com a CBF começaram meses antes. Em dezembro de 2024, Ednaldo Rodrigues, então presidente da entidade, já estava avaliando uma troca de técnicos e até acertou um pré-contrato com Jesus, que na época era treinador do Al-Hilal. Mas, como acontece muitas vezes no futebol, os planos mudaram quando Jesus decidiu ficar no clube saudita até o final da Champions Asiática.
Após a derrota para a Argentina e a demissão de Dorival, a CBF retomou as negociações com Jesus. No entanto, a crise de Ancelotti no Real Madrid fez com que ele também entrasse novamente nas discussões. As conversas flutuaram entre momentos de avanço e retrocesso, até que, finalmente, a saída de Ancelotti do Real Madrid facilitou a concretização do acordo com a CBF.
Quando questionado sobre o trabalho do italiano com a seleção, Jesus não hesitou em afirmar que faria algumas escolhas diferentes. Ele destacou que, na sua visão, o melhor centroavante brasileiro da atualidade é Pedro, que já foi seu jogador no Flamengo. Essa diferença de visão é uma das características que tornam cada treinador único.
Enquanto o Brasil se reorganiza após mais uma eliminação, Jorge Jesus se prepara para um grande desafio em sua carreira. Ele foi contratado para substituir Roberto Martínez na seleção portuguesa depois de uma campanha aquém das expectativas no Mundial. Jesus deixou claro que aceitou o desafio pensando em um projeto a longo prazo, com o objetivo de liderar Portugal na Copa do Mundo de 2030, que será realizada no país.
“Estou muito orgulhoso de treinar a seleção do meu país, e o Mundial de 2030 está no horizonte. Sonhar com essa possibilidade é fundamental”, disse ele. Jesus também enfatizou que encarar esse novo desafio com a mesma determinação que teve em clubes como Flamengo, Benfica e Sporting é essencial. “A seleção exige a mesma coisa que os clubes: entrar para vencer”, concluiu.