Fàbregas fala sobre desafio inesperado da Champions

Cesc Fàbregas, o treinador do Como, fez um discurso interessante na véspera da “Copa Como”, um torneio de pré-temporada que o clube italiano está promovendo. Mais do que falar sobre os preparativos para a nova temporada, ele levantou um ponto importante: a equipe pode enfrentar dificuldades para inscrever um elenco maior na Champions League. E o que está por trás disso? Não é uma questão de orçamento ou de contratações, mas sim das exigências da UEFA.

Fàbregas explicou que, apesar do crescimento rápido do Como — que até conquistou uma vaga na Champions após uma campanha histórica em 2025/26 —, o clube ainda não tem uma estrutura de formação que atenda totalmente às exigências da UEFA. Ele comentou: “Temos limitações quanto às listas de jogadores da UEFA. Não temos uma academia que nos garanta um número suficiente de jogadores formados. Podemos acabar jogando a Champions com apenas 16 ou 17 atletas.” Isso mostra que o desenvolvimento de jogadores leva tempo, e não é algo que se resolve em alguns anos.

As Regras da UEFA

Para participar da Champions League, cada equipe pode inscrever até 25 jogadores na chamada Lista A. Mas, para chegar a esse número máximo, o clube precisa atender a alguns requisitos, especialmente no que diz respeito à formação de atletas. Até oito dessas vagas devem ser preenchidas por jogadores considerados “formados localmente”. Dentro desse grupo, quatro devem ter sido desenvolvidos pelo próprio clube, enquanto os outros podem ter sido formados por outras equipes do mesmo país.

O problema é que essas vagas não podem ser simplesmente preenchidas por qualquer jogador que o clube contrate. Se o Como não tiver o número suficiente de atletas que respeitem esses critérios, terá que lidar com uma lista reduzida. Isso significa que não dá para substituir essas vagas por novos reforços.

O Desafio do Crescimento do Como

O Como está passando por um crescimento impressionante. Depois de estar longe da elite do futebol italiano, agora faz parte da Serie A e vai disputar a Champions pela primeira vez. Entretanto, essa ascensão rápida não acompanhou o desenvolvimento de sua base. Por isso, o clube ainda não tem um número adequado de jogadores que cumpram o período de formação exigido pela UEFA.

Fàbregas também comentou sobre as contratações recentes. Ele mencionou que a equipe agiu rapidamente para substituir saídas importantes, como a chegada de Kaiki Bruno, que veio do Cruzeiro, e Luis Milla, ex-Getafe. Além disso, ele elogiou Mattia Liberali, uma promessa da base que se antecipou e já será utilizado no torneio.

O treinador também destacou que jogadores como Riccardo Cassano e Fabio Rispoli, que são produtos da base do clube, terão espaço na equipe durante a temporada. Essa estratégia não é apenas sobre resultados imediatos, mas também um investimento no futuro do clube. Fàbregas enfatizou que esse processo de formação e desenvolvimento não acontece da noite para o dia.

Construindo o Futuro

O caso do Como é um reflexo de um desafio comum enfrentado por clubes que estão em ascensão no futebol europeu. Enquanto os times tradicionais têm gerações de jogadores formados em suas categorias de base, os clubes emergentes precisam encontrar um equilíbrio entre alcançar resultados rápidos e construir uma estrutura sustentável.

A fala de Fàbregas revela um compromisso em desenvolver talentos do clube, mostrando que o foco vai além do presente. O futuro do Como depende de como eles vão trabalhar para fortalecer sua academia e garantir que mais jogadores possam se juntar à equipe principal, atendendo assim às exigências da UEFA.

Sobre o Autor

João Ribeiro