Marrocos e Noruega se enfrentaram neste domingo (7) no Sports Illustrated Stadium, em Harrisburg, Nova Jersey. Esse foi o último amistoso dos marroquinos antes da estreia na Copa do Mundo, onde vão jogar contra o Brasil. A equipe comandada por Mohamed Ouhabi estava em vantagem até o final do jogo, mas acabou cedendo um empate, fechando a partida em 1 a 1.
O jogo trouxe algumas preocupações para os marroquinos. O lateral titular, Nouassir Mazraoui, deixou o campo ainda no primeiro tempo por conta de uma lesão. Além dele, Abdessamad Ezzalzouli também saiu sentindo dores no joelho após um choque na área.
Mazraoui, que normalmente joga como lateral-direito, teve que se adaptar para a esquerda, já que o astro e capitão da seleção, Achraf Hakimi, ocupa essa posição. A substituição de Mazraoui foi uma medida cautelar, visando evitar um problema maior. Já Ezzalzouli precisou ser trocado por Soufiane Rahimi no intervalo devido ao impacto com o jogador norueguês Alexander Sorloth. Ele caiu ao chão com dor, levantou-se, mas logo voltou a se queixar, o que gerou preocupação.
A ausência do atacante do Real Betis pode ser um baque para a seleção, já que Ezzalzouli é uma peça fundamental no ataque. Ele se destaca por sua velocidade e habilidade em criar jogadas, sendo importante em transições rápidas. Na última temporada da La Liga, ele teve 18 participações em gols em 29 jogos, o que mostra sua importância para o Betis.
Foi dele o passe que abriu o placar neste amistoso. Em uma jogada de contra-ataque, Ezzalzouli recebeu a bola, conduziu e encontrou Brahim Díaz, que não desperdiçou a oportunidade de marcar.
A partida terminou empatada, mas muitos se perguntam se esse resultado pode servir de alerta para o Brasil. Com as lesões, que podem se concretizar em desfalques, Marrocos mostra que pode ser um adversário complicado. O estilo de jogo da seleção marroquina, que prioriza jogadas em transição, pode ser similar ao que o Brasil enfrenta.
Apesar de ter jogadores habilidosos que conseguem manter a posse de bola, Marrocos se destaca em jogadas rápidas. A mudança para um esquema 4-3-3, focando nas laterais, aumentou essa característica, que pode ser uma preocupação para a seleção brasileira.
No primeiro tempo, Marrocos teve um desempenho positivo, criando boas chances e aproveitando o espaço em campo aberto. Contudo, na segunda etapa, a posse de bola ficou com a Noruega, que chegou a ter mais de 70% de controle até o gol de empate, marcado por Odegaard aos 75 minutos.
Contra um time brasileiro que já mostrou força com pressão alta, mas também algumas fragilidades, Marrocos pode encontrar oportunidades. No entanto, o Brasil também pode explorar as falhas na marcação dos marroquinos, que nem sempre se mostram tão coordenados em defender.