No meu primeiro encontro com um jogador, além do futebol

Cesc Fàbregas tem se destacado à frente do Como, trazendo à equipe uma grande conquista na temporada 2025/26. O clube, que nunca havia participado de competições europeias, garantiu um surpreendente quarto lugar na Serie A, superando gigantes como Milan e Juventus. Isso significa que os Lariani estarão na próxima edição da Champions League, um feito e tanto para quem, há apenas dois anos, estava voltando à elite do futebol italiano após mais de vinte anos em divisões inferiores.

Naquela época, a meta do Como era se classificar para torneios da UEFA em até cinco anos. Mas com Fàbregas no comando, essa missão foi cumprida muito antes do previsto. E um dos fatores que explicam esse sucesso é a maneira como o técnico se relaciona com seus jogadores. Em uma entrevista, ele comentou que, ao contratar novos atletas, prioriza conhecer a pessoa por trás do jogador.

Fàbregas revelou que, em seus primeiros encontros, prefere conversar sobre a vida pessoal dos jogadores, em vez de mergulhar diretamente no futebol. Ele acredita que entender a mentalidade de cada um é essencial para construir um bom ambiente de trabalho. Para ele, essa conexão é chave para extrair o máximo potencial de seus atletas.

Um exemplo claro dessa filosofia é Nico Paz, o camisa 10 do Como. O jovem de 21 anos, que veio do Real Madrid, teve um crescimento impressionante sob a orientação de Fàbregas. Em sua primeira temporada, ele foi eleito a revelação do campeonato e, na última, se destacou ainda mais, se tornando o melhor meio-campista da Serie A, com 13 gols e sete assistências em 40 jogos. Agora, ele está convocado para a Copa do Mundo e pode retornar ao Madrid na próxima janela de transferências.

Mas Nico não está sozinho. O ponta Jesús Rodríguez, de apenas 20 anos, terminou a temporada como o segundo jogador com mais assistências da liga. Outros atletas, como o zagueiro Jacobo Ramón e o volante Máximo Perrone, também tiveram desempenhos excepcionais. Até o meia Lucas Da Cunha, que fez parte da Seleção do Ano da Serie A, mostrou que o trabalho da equipe está dando frutos.

Fàbregas compartilhou que ama desenvolver jovens talentos. Ele se dedica a passar tempo com eles, analisando jogadas e ouvindo sobre seus ídolos no esporte. Essa troca de ideias é valiosa e, para ele, é fundamental levar essa conversa para o campo, onde os jogadores podem aplicar o que aprenderam em situações reais de jogo. Ele se refere a eles como “meus meninos”, tratando-os com carinho e cuidado, quase como se fossem da família. Essa relação próxima é crucial para o crescimento e sucesso do time.

Sobre o Autor

João Ribeiro