Estreia do Brasil contra o Marrocos reflete era Ancelotti na Copa

O Brasil começou sua jornada na Copa do Mundo de 2026 com um empate de 1 a 1 contra Marrocos, em um jogo que trouxe à tona algumas das incertezas que marcaram o início do trabalho de Carlo Ancelotti à frente da Seleção. O resultado, que poderia ter sido melhor, teve momentos bons e ruins, refletindo as dificuldades que o time enfrentou nos últimos meses.

No primeiro tempo, a Seleção Brasileira começou perdendo. As falhas na pressão defensiva foram visíveis, algo que já havia sido um problema em outros jogos. No entanto, a estrela do jogo foi Vinícius Júnior, que, com uma jogada individual, conseguiu igualar o placar. O segundo tempo viu uma melhora na defesa, mas o ataque ainda tinha dificuldades em criar boas chances de gol.

Um Começo Acelerado

O início do jogo lembrou a estreia de Ancelotti com a Seleção, que aconteceu há um ano contra o Equador. Naquela partida, o Brasil também foi pressionado e teve dificuldades para manter a posse de bola. A estratégia de Ancelotti parece ter se mantido: priorizar a aceleração e a verticalidade, o que ficou evidente novamente contra Marrocos.

A formação inicial foi um 4-2-3-1, com Paquetá na meia direita e Raphinha atuando como “camisa 10”. No entanto, essa escalação trouxe alguns desafios. Com Paquetá buscando o meio e Ibañez na lateral-direita, a amplitude pelo lado direito ficou comprometida. Raphinha, por sua vez, não conseguia equilibrar o meio de campo, resultando em um ataque que priorizava a velocidade em vez da construção de jogadas.

Marrocos e a Pressão Inteligente

Do outro lado, Marrocos se mostrou um adversário inteligente, pressionando a construção do Brasil sem se expor demais. Eles conseguiram manter a posse e, quando tinham a bola, eram pacientes. A defesa marroquina alternava entre um 4-2-3-1 e um 4-4-2, o que dificultava ainda mais a vida dos brasileiros.

Com algumas mudanças de posição, como Raphinha indo para a direita, o Brasil conseguiu abrir o campo e controlar um pouco mais a posse. Mas a criação de oportunidades ainda era um desafio. O primeiro tempo terminou com apenas seis finalizações da Seleção, mostrando a dificuldade em entrar na área adversária.

Defesa e Desorganização

A defesa do Brasil, que vinha sendo um ponto fraco nos preparativos para a Copa, teve um início complicado. A pressão alta, que funcionou bem em amistosos, não teve o mesmo efeito contra Marrocos. No gol dos adversários, uma série de erros na organização defensiva permitiu que eles construíssem a jogada com facilidade.

Quando Paquetá perdeu a bola, houve um efeito dominó. A equipe se deslocou de forma desorganizada, deixando brechas que foram exploradas pelos marroquinos. O resultado foi um gol que poderia ter sido evitado com uma melhor comunicação e posicionamento.

Apesar das falhas no primeiro tempo, a defesa teve uma atuação mais sólida na segunda etapa. Bruno Guimarães e Gabriel Magalhães se destacaram ao manter a estrutura defensiva e conseguir neutralizar as principais ameaças do ataque marroquino. Isso fez com que o time adversário não finalizasse no segundo tempo, demonstrando uma evolução na organização.

Um Resumo da Era Ancelotti

Assim, a estreia do Brasil na Copa do Mundo foi um reflexo do que temos visto sob a gestão de Ancelotti: um time em busca de uma identidade, com momentos de brilho intercalados por instabilidades. Enquanto a defesa mostrou melhorias na parte final do jogo, as questões no ataque ainda precisam de ajustes. O caminho pela frente promete ser desafiador, mas, como sempre, a esperança é que aos poucos a equipe encontre sua melhor forma.

Sobre o Autor

João Ribeiro