A seleção brasileira tem grandes expectativas para a Copa do Mundo, e muito disso depende do desempenho de Vinicius Júnior e Raphinha no ataque. Quando estão em campo e saudáveis, esses dois jogadores se destacam como essenciais para o time. Enquanto isso, outros nomes como Matheus Cunha, Igor Thiago e Luiz Henrique têm buscado uma vaga no time titular, revezando minutos durante essa fase de preparação.
No último amistoso contra Marrocos, Vinicius Júnior brilhou mesmo sob pressão. Ele enfrentou uma marcação forte de Achraf Hakimi, mas contou com o apoio de Douglas Santos e Bruno Guimarães, principalmente no primeiro tempo. Foi assim que ele conseguiu empatar a partida logo após a pausa para hidratação.
Por outro lado, Raphinha parece ter enfrentado algumas dificuldades em se encontrar na formação escolhida pelo técnico Carlo Ancelotti. No início do jogo, ele começou centralizado, enquanto Lucas Paquetá atuava na direita. Com a mudança das posições após o gol marroquino, Raphinha foi deslocado para a direita, mas não conseguiu se destacar.
Apesar de seu talento, Raphinha não conseguiu ser muito criativo nesse jogo. Ele já mostrou seu potencial tanto no Flamengo quanto na seleção, mas, contra Marrocos, teve seus melhores momentos quando trocou de posição com Paquetá. Na segunda metade da partida, ele se mostrou mais ativo, especialmente após a entrada de Danilo, que trouxe um suporte necessário para o lado direito do campo.
Ancelotti tem enfatizado que não quer atrapalhar o talento natural do ataque da seleção, mas isso acaba impactando na forma como os jogadores se posicionam. Muitas vezes, as táticas defensivas acabam sendo priorizadas nos treinos, o que limita as opções ofensivas. Raphinha, por exemplo, não conseguiu se destacar ao atuar pela direita, especialmente em uma formação onde ele ficou muitas vezes isolado.
Nos últimos jogos, a escolha de Paquetá para o quarteto ofensivo acabou prejudicando a presença de Raphinha na direita. Ele perdeu a bola que levou ao gol de Marrocos e, como resultado, o time ficou sem um jogador efetivo nessa posição. Após a partida, Vinicius comentou que a mudança de lado foi uma boa decisão, uma vez que eles precisavam de mais opções na direita.
Raphinha também tem enfrentado desafios em sua adaptação na seleção. No Barcelona, ele tem atuado pela esquerda, mas sua experiência anterior o coloca mais à vontade jogando pela direita. Ele se mostrou disposto a se adaptar a qualquer posição que o time precise, seja na esquerda, direita ou até centralizado.
Com a presença de um centroavante, como Igor Thiago, Raphinha poderia ser mais efetivo se jogasse em uma posição mais central ou aberta. No segundo tempo contra Marrocos, ele teve uma boa chance para marcar, mas não conseguiu finalizar da melhor maneira, parando nas mãos do goleiro adversário.
O próximo desafio da seleção será contra o Haiti, e Ancelotti terá que pensar em alternativas para otimizar a formação. Apesar de ainda não ter um time titular fixo, Raphinha está entre as opções principais. O treinador já mencionou que o importante é aproveitar todo o elenco e que as mudanças durante o jogo são necessárias para alcançar o melhor desempenho. Até agora, Raphinha não repetiu seu desempenho do Barcelona na seleção, mas ainda há tempo para brilhar e mostrar seu valor.