A paixão pela Copa do Mundo é algo que atravessa gerações, não é mesmo? Para os advogados curitibanos Marçal Justen Filho e Marçal Justen Neto, essa paixão se transformou em memórias que vão durar a vida toda. Em maio de 1994, durante uma viagem a Orlando, eles mudaram completamente seus planos ao assistirem ao emocionante jogo entre Brasil e Holanda, que garantiu a vaga da seleção nas semifinais.
Com a vitória do Brasil, a dupla decidiu que não iriam mais aos parques da Disney, mas sim ao Estádio Rose Bowl, em Los Angeles. Era lá que o time, liderado pelo Romário e sob o comando de Carlos Alberto Parreira, conquistaria o tetracampeonato contra a Itália. Justen Neto, que na época tinha apenas 13 anos, lembra bem desse dia e como isso mudou sua relação com o futebol: “Assistir ao jogo ao vivo, a disputa de pênaltis e ver o Brasil ser campeão me fez torcer ainda mais pelo Brasil e pela Copa”, conta ele.
A tradição da família Justen na Copa
O que começou como uma decisão tomada na emoção se transformou em uma linda tradição familiar. Hoje, Justen Neto é pai de duas meninas, Clara e Alice, e percebe que aquele evento de 1994 se tornou um marco em sua relação com seu pai. “O futebol é um tema que nos une. Entendo melhor o gesto dele de me levar para aquele jogo. Ele poderia ter optado por assistirmos pela TV, mas foi uma experiência muito marcante”, ele reflete.
Depois de um hiato de 20 anos sem ir a jogos, a família voltou a acompanhar a Copa em 2014, quando o torneio aconteceu no Brasil. Desde então, eles não perderam mais nenhuma edição e até ganharam um novo integrante nas viagens: Lucas Justen, o irmão mais novo de Marçal Neto, que tem 21 anos de diferença. “É uma marca voltar para a Copa com meu pai e agora com meu irmão. Brincamos que estamos de volta”, diz ele. O futebol se tornou uma forma de se unirem, permitindo que eles compartilhem momentos especiais durante as partidas e as viagens.
Expectativas e emoções em campo
Marçal Neto não se considera um amuleto da sorte da seleção, mas admite que seria incrível ver o Brasil campeão novamente, 32 anos depois. Ele já recebeu mensagens brincando sobre ser um talismã para o time: “Mas eu já vi o Brasil perder também, como na Copa da Rússia. Não quero carregar esse peso, só espero que a seleção vá longe”, comenta, com um sorriso.
Copa do Mundo: uma janela para outras culturas
Além da tradição familiar, Justen Neto vive a experiência de conhecer pessoas e culturas diferentes por meio do futebol. Ele explica que conviver com torcedores de outros países é uma das partes mais marcantes da Copa. “Eu fui em Uruguai x Cabo Verde e encontrei torcedores de vários lugares. Para muitos países, só estar na Copa já é algo histórico”, conta. Para ele, ouvir as histórias e entender o contexto de outras culturas é muito enriquecedor.
Levando o Athletico para o mundo
E não para por aí! Durante as conversas na Copa, a família Justen também aproveita para apresentar o Athletico, clube de coração deles, aos torcedores de outras nações. “Os torcedores latinos normalmente conhecem o Athletico por causa das Libertadores e Sul-Americana”, explica. Ele ainda acrescenta que sempre tenta explicar que o clube é de Curitiba, e que já lidou com torcedores que torciam para times de divisões menores. “A Copa é um evento grandioso e atrai tanto os apaixonados por suas seleções quanto aqueles que amam o futebol em geral”, finaliza, com um brilho nos olhos.