A superação da Inglaterra é maior que a da Argentina

Estamos nos aproximando de um dos jogos mais esperados da Copa do Mundo: a semifinal entre Inglaterra e Argentina. Ambas as seleções chegaram até aqui com campanhas emocionantes, cheias de tensões, viradas e classificações dramáticas. Mas, segundo o jornalista Tim Vickery, há uma diferença marcante nas trajetórias de cada uma delas.

Durante o programa “Copa em Contexto”, que foi ao ar no último domingo, Vickery destacou que a trajetória da Inglaterra representa uma superação maior que a da Argentina. Ele explica que o grande teste para os ingleses foi o jogo contra o México, onde enfrentaram a altitude e tiveram que jogar com um a menos por mais de meia hora. Apesar das dificuldades, a equipe mostrou resistência e conseguiu a vitória, um marco que parece ter dado um novo ânimo para a seleção inglesa.

Na última partida, a Inglaterra venceu a Noruega por 2 a 1, após uma prorrogação emocionante em Miami. A Argentina, por sua vez, também teve que suar a camisa para vencer a Suíça por 3 a 1 em Kansas City, precisando de tempo extra para garantir a classificação. Agora, as duas potências se preparam para um confronto que é muito mais do que um simples jogo; é uma disputa repleta de rivalidade e história.

### A trajetória da Inglaterra

Vickery observa que, embora ambas as seleções tenham enfrentado momentos difíceis, a Inglaterra teve desafios mais complicados na fase de mata-mata. Logo nas oitavas de final, a equipe encontrou a República Democrática do Congo e, após sair atrás no placar, viu Harry Kane brilhar, garantindo a virada e a vitória por 2 a 1.

O verdadeiro teste, no entanto, aconteceu no Estádio Azteca, onde a Inglaterra enfrentou o México. Com o campo tomado por torcedores adversários e a altitude desafiadora, os ingleses conseguiram uma vitória memorável por 3 a 2, mesmo jogando por mais de meia hora com um homem a menos. Essa partida, segundo Vickery, foi um divisor de águas, mostrando que a equipe poderia vencer tanto com técnica quanto com resiliência emocional.

Nas quartas de final, a Inglaterra teve que se reinventar novamente. A Noruega, com estrelas como Erling Haaland e Martin Odegaard, abriu o placar, mas a Inglaterra buscou a virada e conseguiu avançar, garantindo seu lugar na semifinal.

### O percurso da Argentina

A Argentina também teve um caminho repleto de desafios. Na fase de grupos, enfrentou Cabo Verde, uma equipe estreante que deu trabalho e exigiu que os argentinos fossem para a prorrogação, vencendo por 3 a 2. Nas oitavas de final, o Egito surpreendeu ao abrir 2 a 0, mas a seleção de Lionel Scaloni reagiu de forma impressionante, virando o jogo e garantindo a classificação nos acréscimos.

Nas quartas, enfrentaram a Suíça. Após sair na frente, a Argentina viu a partida empatar, mas a expulsão de um jogador suíço alterou o jogo. Com um a mais, a Albiceleste aproveitou as oportunidades e selou a vitória por 3 a 1.

### Rivalidade histórica

Este duelo entre Inglaterra e Argentina vai muito além do futebol. Os confrontos entre essas duas seleções são marcados por uma rivalidade intensa, que inclui até mesmo questões políticas, como a Guerra das Malvinas em 1982. Um dos momentos mais icônicos ocorreu na Copa de 1986, quando Diego Maradona brilhou, marcando dois gols memoráveis que são lembrados até hoje.

Em 1998, as seleções se encontraram novamente, com a Argentina eliminando a Inglaterra nos pênaltis. Já em 2002, a Inglaterra se vingou com uma vitória de 1 a 0, com um gol de pênalti de David Beckham. Agora, quase 25 anos depois, esses dois gigantes do futebol se encontram novamente em um cenário de grande pressão.

A semifinal promete ser um espetáculo, com a Inglaterra buscando mostrar sua força após superar tantos obstáculos e a Argentina, atual campeã, lutando pelo bicampeonato. O jogo acontece na quarta-feira, 15 de julho, às 16h (de Brasília).

Sobre o Autor

João Ribeiro