Arbitragem na Copa do Mundo: análise das mudanças no torneio

A Copa do Mundo de 2026 já chegou quebrando recordes. O torneio, que será realizado em três países diferentes, contará com a participação de 48 seleções e um total de 104 jogos. E, para acompanhar todas essas novidades, a FIFA também decidiu fazer algumas mudanças na arbitragem, trazendo um ar de modernidade e agilidade para as partidas.

A International Football Association Board (IFAB), que cuida das regras do futebol, se juntou à FIFA para implementar novas diretrizes. O foco? Tornar o jogo mais dinâmico, evitar que o tempo seja perdido deliberadamente e dar mais destaque ao VAR, o árbitro de vídeo. Essas mudanças têm como meta deixar o futebol ainda mais emocionante e fluido, algo que todos os torcedores desejam.

Novas regras em ação

Entre as novas regras, destacam-se os limites de tempo para algumas situações de jogo. Os árbitros agora têm um cronômetro para cobranças de tiro de meta e laterais, que devem ser feitas em até cinco segundos. Já os jogadores substituídos têm um limite de dez segundos para deixar o campo. Além disso, quem receber atendimento médico é obrigado a ficar fora por um minuto. Essas medidas foram muito elogiadas porque contribuíram para que o tempo de bola rolando aumentasse.

Por exemplo, na Copa do Mundo de 2018, a média de tempo de bola em jogo foi de 54 minutos e 52 segundos. Em 2022, esse número subiu para 58 minutos e, na fase de grupos de 2026, alcançou 58 minutos e seis segundos. Uma melhora significativa! No fim da primeira fase deste Mundial, apenas um jogador não respeitou o limite de saída, o que gerou um homem a menos em campo por um minuto. Muitos atletas, mesmo em vantagem, correram para a linha lateral para evitar punições.

Resultados e desafios com o VAR

Apesar das boas notícias sobre o tempo de jogo, o VAR trouxe algumas polêmicas. Até os 16-avos de final, foram mais de 100 intervenções do VAR, o que gerou um clima de tensão. A frequência de checagens e a duração delas acabaram gerando discussões sobre se as intervenções estavam ajudando ou atrapalhando o andamento das partidas.

Por exemplo, o VAR agora pode reverter escanteios e até corrigir erros de identificação de cartões. Um caso emblemático foi o segundo cartão amarelo dado a Breel Embolo, que simulou uma falta. Essa nova abordagem, embora tenha seus benefícios, também gerou críticas e discussões sobre a eficiência e a fluidez do jogo.

O que vem por aí?

A FIFA e Pierluigi Collina, chefe de arbitragem, precisam fazer uma reflexão sobre essas mudanças. Se a ideia é aumentar o tempo de bola rolando, será que tantas interrupções do VAR são o caminho certo? As polêmicas e teorias da conspiração que surgem em torno das decisões podem acabar ofuscando o que deveria ser um espetáculo esportivo.

Essas novas regras e ajustes na arbitragem prometem trazer um novo ritmo ao futebol, mas é preciso encontrar um equilíbrio para que a emoção das partidas não se perca em meio a discussões e decisões controversas.

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João Ribeiro