Lionel Messi chega à sua sexta e última Copa do Mundo com um desafio diferente. Embora tenha sido o grande destaque na última edição, quando ajudou a Argentina a conquistar o tricampeonato, a realidade agora é um pouco diferente. Aos 38 anos, ele já não tem o mesmo fôlego de antes. Mesmo eleito o melhor jogador no Catar, o tempo é implacável, e a equipe, agora sob o comando de Lionel Scaloni, precisa ajustar sua estratégia para lidar com a idade do craque.
Desde que decidiu deixar o Paris Saint-Germain e se juntar ao Inter Miami, Messi passou por algumas lesões que o tiraram de importantes amistosos e até das Eliminatórias. Isso fez com que Scaloni tivesse que pensar em novas opções para o ataque. Apesar de tudo, a expectativa é que Messi comece como titular na estreia contra a Argélia, nesta terça-feira (16), em Kansas City. O treinador deixou claro que, quando a Argentina precisa dele, Messi sempre aparece.
Em 2022, na Copa do Mundo anterior, Scaloni já tinha uma estratégia que funcionou bem, com Lautaro Martinez jogando ao lado de Messi. Agora, o plano é semelhante, mas com algumas mudanças. Os veteranos Ángel Di María e Papu Gómez não estão mais no time, e novos nomes, como Alexis Mac Allister e Enzo Fernández, estão prontos para dar suporte ao craque. Thiago Almada, que já jogou no Botafogo e agora está no Atlético de Madrid, deve ser uma adição importante para reforçar a mobilidade do time.
Messi, que jogou apenas 20 minutos no último amistoso contra a Islândia, mostrou que ainda pode ser decisivo. Ele marcou um gol de pênalti, lembrando a todos do seu talento. Mas além do ataque, a defesa também precisa de atenção. Nicolás Tagliafico está fora por lesão, e Facundo Medina deve assumir sua posição.
A Argentina chega a esta Copa do Mundo sem ter enfrentado adversários de alto nível nos últimos meses. Desde que se tornou campeã em 2022, os amistosos foram contra times menos competitivos, o que pode ser um desafio em uma fase de grupos que inclui a Argélia, a Áustria e a estreante Jordânia. A partir das oitavas de final, a competição pode ficar mais acirrada, com possibilidades de enfrentar seleções como Inglaterra, Portugal e até mesmo o Brasil.
Nos últimos tempos, Messi participou de cinco dos sete amistosos possíveis. Ele já marcou gols contra Angola e Zâmbia, e agora tem 13 gols em Copas do Mundo. Se continuar nessa trajetória, pode até igualar ou superar o recorde de Miroslav Klose, o maior artilheiro da história das Copas. E se tudo correr bem, ele também se tornará um dos poucos jogadores a disputar seis edições do torneio. Embora ainda não tenha confirmado, a realidade é que em 2030, quando a próxima Copa ocorrer, ele terá 42 anos e pode não estar mais em atividade pela seleção.