O Brasil brilhou na última partida da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, vencendo a Escócia por 3 a 0. Essa vitória não só garantiu a primeira posição no Grupo C, como também mostrou que a Seleção está se adaptando bem às diferentes situações de jogo. Sem Raphinha, que estava machucado, o técnico Carlo Ancelotti decidiu colocar Rayan em seu lugar, mantendo a estratégia que havia funcionado na vitória contra o Haiti: usar pontas ágeis, em um esquema 4-3-3.
Uma das surpresas da partida foi a mudança tática da Escócia, que deixou de lado a formação defensiva de cinco jogadores que havia utilizado anteriormente. Eles optaram por um 4-2-3-1, o que acabou favorecendo o jogo brasileiro. A Seleção não apenas se destacou pelos dois gols de Vinicius Júnior, mas também pela forma como se posicionou defensivamente, especialmente em um bloco alto.
Durante a preparação para a Copa, uma das grandes preocupações do Brasil foi a pressão alta. Ancelotti havia conseguido montar uma defesa sólida com um 4-4-2 em bloco médio e baixo, mas a defesa em linha alta ainda apresentava desafios. O Brasil havia enfrentado dificuldades em jogos anteriores, como contra o Japão e a França, onde a inferioridade numérica do 4-4-2 se mostrou um problema.
Contra a Escócia, a Seleção adotou uma nova abordagem. Em vez de fechar os espaços laterais, permitiu que os escoceses tentassem avançar pelo meio, onde suas opções de passe foram marcadas individualmente. Isso foi uma estratégia inteligente, já que a Escócia vinha enfrentando dificuldades para construir jogadas dentro do bloco adversário. A defesa em bloco alto se transformou em um 4-1-3-2, com Casemiro atuando como um “líbero”, permitindo que os atacantes pressionassem os zagueiros escoceses.
Além disso, a atuação de Gabriel Magalhães foi fundamental. Ele seguiu de perto Scott McTominay, o principal jogador escocês, que costuma ser perigoso em jogadas rápidas. Essa mudança de estrutura defensiva não apenas dificultou a vida dos escoceses, mas também levou aos dois primeiros gols do Brasil, que vieram de situações de pressão alta.
Ancelotti também mostrou que a Seleção pode se adaptar ao jogo, mantendo Matheus Cunha como um falso nove, que se recuava para ajudar na criação das jogadas. Vinicius Júnior, embora tenha marcado dois gols, teve seu melhor desempenho sem a bola, explorando espaços em profundidade. Um exemplo disso foi quando ele ficou cara a cara com o goleiro, mas acabou perdendo a oportunidade.
O terceiro gol foi um exemplo perfeito de como o Brasil pode jogar em conjunto. A jogada começou com um passe de Marquinhos, que rompeu linhas, permitindo que Casemiro encontrasse Bruno Guimarães em uma posição avançada. Os movimentos de Matheus Cunha e Bruno foram cruciais, atraindo a marcação e abrindo espaço para o gol.
Neymar também fez sua estreia na Copa, entrando no lugar de Matheus Cunha. Embora não tenha tido um grande impacto, foi uma boa oportunidade para ele começar a entrar no ritmo da competição.
Com essa vitória, o Brasil agora aguarda seu próximo adversário na fase de 16 avos de final, que pode ser Holanda, Japão ou Suécia. O jogo está marcado para a próxima segunda-feira, às 14h, no horário de Brasília.