A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11), com a partida de abertura entre México e África do Sul, que promete ser acompanhada por uma apresentação musical cheia de artistas. Mas, além da empolgação, o Mundial da América do Norte traz algumas questões que estão gerando debates e preocupações.
Um dos temas mais quentes envolve as tensões políticas, especialmente entre os Estados Unidos e o Irã. Mesmo com a participação de México e Canadá, os EUA serão o grande palco do torneio, e a situação política atual, marcada por conflitos e repressão a imigrantes, se torna um pano de fundo complicado. O Irã, por exemplo, teve que mudar sua base de treinamentos para o México devido a problemas com vistos para seus jogadores, além de ter enfrentado a retirada de 8% dos ingressos destinados a seus torcedores.
Além disso, a seleção do Iraque também sentiu as consequências, com um de seus destaques sendo interrogado ao chegar nos EUA. E não é só isso: imagens de jogadores sendo revistados na chegada a hotéis geraram muitas críticas, levantando questões sobre a segurança e o tratamento no país.
Outro desafio que pode marcar essa Copa é o clima. Especialistas alertam para os riscos do calor extremo, que pode afetar jogadores, árbitros e torcedores. Uma carta aberta assinada por cientistas foi enviada à Fifa, pedindo medidas mais eficazes para lidar com as altas temperaturas. Embora a Fifa tenha ampliado as pausas para hidratação durante os jogos, há preocupações sobre como isso pode alterar o ritmo das partidas e se os torcedores terão acesso a água suficiente.
Lesões também são um tema recorrente e preocupante. Vários jogadores importantes não estarão presentes devido a problemas físicos. A seleção brasileira, por exemplo, perdeu quatro titulares, o que obrigou o técnico a adaptar o estilo de jogo. Outras seleções, como a França e a Alemanha, também enfrentam desfalques significativos, o que pode impactar diretamente suas chances no torneio.
Na parte da arbitragem, novas tecnologias prometem trazer mais inovação. A Fifa implementará um sistema de impedimento semiautomático que utiliza câmeras para rastrear a posição dos jogadores em tempo real. Além disso, as bolas do Mundial terão sensores que enviarão dados em tempo real para o VAR, ajudando a determinar o momento exato do toque na bola em situações críticas.
E, para completar, a Copa de 2026 será a primeira com 48 seleções, um aumento significativo em relação às 32 anteriores. Essa mudança gera debates sobre a qualidade das partidas e a representatividade das seleções. Embora a ideia seja dar mais oportunidades a países menos tradicionais no futebol, há preocupações sobre o nível técnico das partidas e como isso pode afetar a essência do torneio.
Com tantas questões em pauta, a expectativa é que essa Copa do Mundo seja, ao mesmo tempo, um grande evento esportivo e um espaço para reflexões sobre temas contemporâneos.