Danilo fala sobre estreia ruim na Seleção e ‘fantasia’ de Endrick

Danilo tem sido um assunto de debate no Brasil desde que sua convocação para a Copa do Mundo foi confirmada por Carlo Ancelotti, lá em março. Com 34 anos, a idade já levantava algumas questões sobre sua capacidade na lateral-direita. Além disso, ele atuava como zagueiro no Flamengo e, muitas vezes, ficava como reserva. Mas a saída de Wesley, logo antes do torneio, mudou as coisas. Agora, Danilo se torna uma peça chave no time titular, trazendo sua liderança para o grupo.

Ancelotti ainda não confirmou se Danilo começará jogando contra o Haiti nesta sexta-feira (19), no Estádio da Filadélfia, às 21h30 (horário de Brasília). No entanto, a expectativa em torno da sua titularidade aumentou, especialmente após sua entrada no segundo tempo durante o empate em 1 a 1 contra Marrocos, na estreia. O desempenho do time no sábado (13) surpreendeu até os próprios jogadores. Douglas Santos, lateral-esquerdo, comentou que a escalação final foi divulgada apenas algumas horas antes do jogo, deixando Danilo fora dos titulares em favor de Roger Ibañez.

Danilo descreveu a performance do Brasil na estreia contra Marrocos como “assustadora”. No intervalo, os jogadores conversaram sobre as mudanças necessárias para equilibrar a partida. Ele ressaltou que o time tinha uma expectativa alta de dominar o jogo, mas se viu em situações difíceis, com o adversário criando várias chances. “Meu papel era buscar um equilíbrio”, explicou o lateral-direito em uma coletiva no hotel The Ridge, em Nova Jersey.

Na partida, o Brasil teve dificuldades, especialmente no meio-campo. Mesmo com o gol de Vinicius Júnior, que empatou a partida, a seleção brasileira não conseguia se encontrar em campo. No segundo tempo, o time conseguiu melhorar, e Danilo destacou que o equilíbrio tático e emocional era fundamental. “Não podemos sair correndo sem pensar. A calma é importante”, refletiu. O desempenho no segundo tempo foi melhor, embora Danilo tenha notado que a confiança do grupo estava muito alta.

A entrada de Danilo, junto com Matheus Cunha e Luiz Henrique, ajudou o Brasil a criar mais jogadas pelo lado direito, aliviando a pressão sobre Vinicius Júnior. Na defesa, Alisson e a zaga brasileira não enfrentaram ameaças na segunda etapa, embora o setor criativo ainda precisasse de ajustes. Danilo continua acreditando que a seleção ainda não tem a mesma maturidade de outras equipes favoritas ao título, como França e Argentina. Ele mencionou que o Brasil enfrentou desafios no último ciclo, o que impactou o desempenho em campo.

Além disso, a presença de Endrick, o jovem atacante do Real Madrid, também tem gerado discussões. Embora tenha se destacado no Lyon, ele não foi utilizado na estreia. Danilo tentou afastar as especulações sobre a relação entre Endrick e Ancelotti, afirmando que o garoto é uma “joia rara” do futebol brasileiro. “Queremos que ele tenha protagonismo e esteja sempre por perto”, disse Danilo, ressaltando o potencial do jovem jogador, que já havia mostrado seu valor ao marcar um gol na vitória do Brasil sobre o Egito.

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João Ribeiro