Exigência da Fifa para a Copa do Mundo gera protesto na NFL

Neste domingo, dia 19, a Espanha e a Argentina vão se enfrentar na final da Copa do Mundo, que acontece no MetLife Stadium. Esse estádio, que é a casa dos times de futebol americano New York Giants e Jets, passou por algumas adaptações para receber o evento. A FIFA exigiu a instalação de gramado natural, algo que deixou os jogadores bem satisfeitos. Mas, com a competição acabando, a pressão por uma volta ao gramado sintético está aumentando.

A Associação de Jogadores da NFL (NFLPA) levantou a voz contra o uso de grama artificial, que eles acreditam aumentar o risco de lesões, especialmente nos joelhos. Recentemente, jogadores da NFL lançaram a campanha “Worth the Cost” (“Vale a pena o custo”, em tradução livre). O objetivo é convencer os donos das equipes a manter o gramado natural ao longo da temporada, que começa em setembro.

O MetLife Stadium não é o único que teve que se adaptar. Durante a Copa do Mundo, a FIFA utilizou 16 estádios, sendo 11 deles nos Estados Unidos, enquanto os outros cinco estão no Canadá e no México. A maioria das arenas nos EUA pertence a franquias da NFL, mas apenas quatro delas usam gramado natural regularmente: Kansas City, Miami, Santa Clara e Filadélfia. Os demais, incluindo o MetLife, estão se preparando para retornar ao gramado sintético após o Mundial, como já começou a acontecer no Gillette Stadium, em Foxborough, que abriga o New England Patriots.

A questão do gramado também é uma preocupação significativa para os jogadores. Em uma pesquisa feita pela NFLPA, 92% dos atletas apoiaram a ideia de usar grama natural em seus jogos. Zaire Franklin, do Green Bay Packers, ressaltou que o custo de não agir é sentido no corpo dos atletas. Outro destaque, Caleb Williams, quarterback do Chicago Bears, também se manifestou, questionando por que o gramado natural não poderia ser uma opção.

Após a final da Copa do Mundo, o MetLife Stadium vai vender partes do seu gramado para os torcedores, oferecendo três tipos de pacotes, cada um com 2026 unidades — uma referência ao ano da próxima Copa. Essa venda pode gerar mais de 11 milhões de dólares, dinheiro que irá para a FIFA e para o comitê organizador de Nova Jersey e Nova York.

Enquanto isso, na NFL, metade dos estádios usa gramado natural e a outra metade, sintético. Dados da NFLPA mostram que a grama artificial é mais rígida e pode ser prejudicial para os atletas. Apesar da pressão e da campanha, ainda não se sabe se estádios como o SoFi Stadium, em Los Angeles, que abriga os Chargers e Rams, vão adotar o gramado natural na próxima temporada. Além da grama, o estádio também passou por mudanças na capacidade e nas dimensões do campo, após críticas durante a Copa América de 2024.

Sobre o Autor

João Ribeiro