Family Business Petraglia é legal no Athletico?

Recentemente, o repórter Vinicius Cordeiro trouxe à tona uma história que tem tudo a ver com as relações familiares e os negócios no Athletico. A matéria revela que a Kango Brasil, empresa dirigida por Mario Celso Keinert Petraglia, vai cuidar da troca do gramado sintético na Arena da Baixada. Para quem não sabe, Mario Celso Keinert é filho do presidente do clube, Mario Celso Petraglia.

Essa situação não é uma surpresa para quem acompanha a trajetória do presidente nos últimos 20 anos. Praticamente, ele montou uma verdadeira “Family Business”, onde a família Petraglia é responsável por tudo que envolve o Furacão. De aulas de inglês a cadeiras para a Baixada, passando por chopp no Bar da Brahma e itens esportivos, eles estão em todos os cantos. E, claro, não podemos esquecer dos direitos de vínculo de jogadores, que são o grande destaque dessa rede de negócios.

Muita gente debate se essa estrutura familiar é ou não ilegal, já que pode contrariar o estatuto do clube. Mas, no futebol brasileiro, a realidade é que certas práticas se tornam normais, principalmente quando o time vai bem em campo. O presidente Petraglia, ao longo dos anos, parece ter convencido a todos de que esses serviços prestados pela “Family” são uma espécie de pagamento por seu trabalho incessante.

A aceitação por parte dos sócios e dos Conselhos do Athletico, que nunca se opuseram a essa dinâmica, acaba por legitimar essas ações. Na prática, isso faz com que esses negócios estejam tão entrelaçados à vida do clube que suas consequências devem perdurar por um bom tempo. E, sinceramente, fica a dúvida: será que essa “Family Business” algum dia vai se desvincular do clube?

Em 2027, teremos eleições para a presidência do Athletico. A pergunta que fica é: a família Petraglia vai mesmo abrir mão dessa influência tão forte?

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João Ribeiro