Ferran Torres supera críticas e brilha na conquista da Copa do Mundo

Ferran Torres não teve a Copa do Mundo que sonhou. Na abertura do torneio, contra Cabo Verde, ele perdeu uma chance incrível, mandando a bola no travessão. Na partida seguinte, diante da Arábia Saudita, ficou em suspense esperando a confirmação de um gol que acabou anulado por impedimento. Mas tudo isso ficou para trás quando ele marcou contra a Argentina, levando a Espanha a conquistar seu segundo título mundial.

No início do torneio, Ferran era titular, mas acabou perdendo espaço para Lamine Yamal. Embora Yamal não tenha brilhado durante a campanha dos espanhóis, ele foi mantido entre os titulares pelo técnico Luis de la Fuente. Ferran, por sua vez, teve que esperar até o segundo tempo da prorrogação contra a Argentina para finalmente balançar as redes. O gol veio após um desvio de cabeça de Nico Williams, e, em vez de repetir o erro do travessão, ele fez uma finalização certeira, garantindo a vitória da Espanha, que jogou com um a mais e não permitiu que a Argentina finalizasse até o gol.

A pressão sobre Ferran foi intensa durante a Copa. Ele se mostrou incomodado por não conseguir ajudar a equipe nos momentos críticos, exceto na final. Na partida contra a Arábia Saudita, a ansiedade era palpável enquanto esperava a revisão do VAR para validar seu gol. “Por favor, que seja gol”, ele pediu, e a confirmação só veio 28 dias depois, na hora mais importante da sua carreira.

Quando finalmente marcou na final, a emoção tomou conta. Ele fez um disparo forte contra o goleiro Dibu Martínez e quebrou a bandeira de escanteio na comemoração, sendo logo abraçado pelos companheiros. Embora tenha tido outra chance, seu segundo gol foi anulado por impedimento, mas isso não afetou a vitória. Após o jogo, Ferran respirou aliviado e comentou: “Um gol para 47 milhões de torcedores. Acho que hoje o destino estava escrito. Estava feito para ganharmos”.

A Espanha mostrou um desempenho superior à Argentina durante os 120 minutos de jogo no MetLife Stadium. Assim como em 2010, quando conquistou seu primeiro título mundial, o time não conseguiu marcar até a prorrogação. Naquele ano, Andrés Iniesta foi o herói; agora, Ferran Torres entra para a história como um protagonista improvável. Diferente de Iniesta, que teve sua atuação reconhecida com a possibilidade de ganhar a Bola de Ouro, Ferran não terá essa mesma honra. Mas ele se junta a um seleto grupo de jogadores que marcaram gols decisivos em finais de Copa do Mundo, como Mario Götze, Marco Materazzi e Amarildo.

Ferran já mostrou seu valor antes, ao marcar um gol na Eurocopa, e agora, após a comemoração da vitória nos Estados Unidos, pode ter novos desafios pela frente, como um possível interesse do Paris Saint-Germain.

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João Ribeiro