Japão pode aproveitar falhas na defesa da seleção brasileira

A seleção brasileira de futebol encerrou a fase de grupos da Copa do Mundo com uma vitória tranquila sobre a Escócia, marcando 3 a 0 e garantindo a liderança do Grupo C. Agora, o Brasil se prepara para enfrentar o Japão nos 16 avos de final, na próxima segunda-feira, dia 29, às 14h, horário de Brasília. Essa partida promete ser cheia de emoções, e as opiniões estão divididas. Por um lado, muitos comemoram a ausência dos Países Baixos como adversários. Por outro, há uma preocupação em relação à tática do Japão, que já trouxe desafios ao Brasil em amistosos anteriores.

Apesar de alguns desfalques, o Japão se saiu bem na fase de grupos, sem perder nenhuma partida. O time é conhecido por sua organização em campo e pode explorar algumas fraquezas da nova defesa montada pelo técnico Carlo Ancelotti na seleção brasileira.

### Mudanças na Defesa do Brasil

A estreia do Brasil contra Marrocos revelou uma equipe que encontrou dificuldades tanto na criação de jogadas quanto na defesa. O empate em 1 a 1 foi um sinal de alerta, especialmente com uma falha na pressão após a perda da bola que resultou em um gol marroquino. Ancelotti havia afirmado que a seleção jogaria em um 4-4-2, mas essa formação expôs algumas fragilidades, principalmente na atuação de Casemiro.

Casemiro, como volante, teve que cobrir muito espaço lateral, o que não é fácil para ele devido ao seu estilo de jogo. Marrocos conseguiu aproveitar essa brecha, e a confusão na defesa brasileira resultou em um gol adversário. No entanto, nas partidas seguintes contra Haiti e Escócia, o Brasil ajustou sua abordagem defensiva. Ancelotti manteve a mesma formação pela primeira vez desde que assumiu, o que trouxe resultados positivos.

Contra a Escócia, a seleção mudou para um 4-1-3-2 defensivo. Com Casemiro protegendo a defesa e um trio de meias à frente, o Brasil conseguiu pressionar mais no meio-campo. Vinicius Júnior e Rayan foram fundamentais para fechar as opções de passe da Escócia, tornando difícil para os escoceses avançarem com a bola. Essa mudança tática permitiu que Casemiro atuasse mais como um “cão de guarda”, reduzindo suas responsabilidades de cobrir grandes distâncias.

### Os Desafios do Confronto com o Japão

Entretanto, essa nova formação tem suas vulnerabilidades. O Japão, com seu sistema 3-4-2-1, pode explorar as brechas deixadas pelo Brasil. Os zagueiros japoneses são habilidosos com a bola e podem criar jogadas que complicam a vida da defesa brasileira. Se o Brasil pressionar alto, pode acabar em desvantagem numérica, já que os japoneses possuem uma boa capacidade de passe e movimentação.

Os atacantes brasileiros terão que se esforçar para não deixar os zagueiros japoneses jogarem com liberdade. Se um dos meias brasileiros subir para pressionar, isso pode abrir espaços que o Japão saberá aproveitar. Além disso, os atacantes japoneses são rápidos e habilidosos, e se um deles descer para ajudar na construção de jogadas, isso pode causar dores de cabeça para a linha defensiva brasileira.

A defesa do Brasil, que se mostrou eficiente em algumas situações, pode enfrentar um teste complicado contra um time que sabe como explorar espaços. O histórico já mostrou que o Brasil teve dificuldades contra equipes que jogam em um esquema semelhante. Ancelotti pode precisar rever sua estratégia, talvez optando por uma defesa mais tradicional em 4-4-2 ou um posicionamento mais recuado.

A expectativa é alta para esse duelo contra o Japão, e o que se espera é que a seleção brasileira encontre a melhor forma de se adaptar e superar os desafios que virão pela frente.

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João Ribeiro