Olise se destaca na Copa e pode superar recorde de Pelé

A França deu um show e venceu a Suécia por 3 a 0 no MetLife Stadium, confirmando seu status de grande favorita na Copa do Mundo de 2026. O técnico Didier Deschamps estava de volta à beira do campo, e sua equipe respondeu com uma performance que deixou os adversários preocupados. Kylian Mbappé brilhou com dois gols, mas quem realmente se destacou foi Michael Olise, que deu duas assistências incríveis durante a partida.

Antes do torneio, muitos já sabiam que a França tinha um elenco de peso, mas todos olhavam para Mbappé como a grande estrela do time. No entanto, Olise está se tornando uma figura central, com cinco assistências em quatro jogos. Ele mostrou seu talento ao servir Bradley Barcola logo após o intervalo, com um passe perfeito que deixou o atacante do Paris Saint-Germain em ótima posição para marcar. E, claro, não podemos esquecer da assistência que ele deu para o segundo gol de Mbappé.

Olise também teve suas chances de marcar, acertou a trave em uma tentativa acrobática e perdeu um gol cara a cara, mas isso não diminuiu sua atuação. Com essas duas assistências, ele agora está empatado com Diego Maradona na segunda posição do ranking de maiores assistentes em uma única Copa do Mundo. Se ele conseguir mais uma, igualará o recorde de Pelé, que é de seis assistências. Com a França enfrentando o Paraguai nas oitavas de final, Olise terá mais oportunidades para superar essa marca e, quem sabe, entrar na disputa pelo título de melhor jogador do mundo.

Embora a França esteja com tudo, é bom lembrar que ter um time talentoso não garante a vitória. Olhando para o passado, a Bélgica é um exemplo de uma geração de ouro que não conseguiu conquistar títulos, mesmo com grandes jogadores como Eden Hazard e Kevin De Bruyne em campo. A Inglaterra também teve suas estrelas, mas não conseguiu levantar taças.

Atualmente, o ataque francês, com Mbappé, Olise, Ousmane Dembélé e Barcola, é um dos mais poderosos da competição. Mas a força da França vai além das estrelas. A defesa tem se mostrado sólida, tendo sofrido apenas dois gols até agora. Aurélien Tchouaméni, do Real Madrid, é um dos pilares do meio-campo, e a dupla de zagueiros William Saliba e Dayot Upamecano tem se destacado.

O banco de reservas da França é outro ponto forte. Jogadores como Désiré Doué e Rayan Cherki são opções que poderiam ser titulares em qualquer outra seleção do Mundial. E ainda há Warren Zaïre-Emery, que, mesmo não tendo jogado ainda, é considerado um dos jovens talentos mais promissores da Europa.

Esse conjunto de opções e a fluidez do jogo coletivo colocam a França na posição de favorita ao título, competindo com equipes como Argentina, Espanha e Inglaterra.

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João Ribeiro