Perder por 3 a 0 traz dificuldades para se expressar

Marrocos continua a brilhar em mais um Mundial, escrevendo sua própria história com um desempenho impressionante. Depois de eliminar o Canadá com uma vitória convincente de 3 a 0, o técnico Mohamed Ouahbi teve a chance de se manifestar sobre as declarações do treinador canadense, Jesse Marsch. Marsch havia comentado que sua equipe foi superior durante boa parte do jogo, apesar do resultado.

Embora o placar tenha sido favorável a Marrocos, Marsch argumentou que o Canadá controlou o jogo, especialmente no primeiro tempo. Ouahbi, por sua vez, reconheceu que o adversário teve seus momentos, mas não ficou atrás na defesa do seu time. “Eles foram bem intensos, isso é inegável. Mas dizer que foram melhores é complicado quando o placar é 3 a 0. É uma afirmação ousada”, disse o treinador marroquino.

Ele também mencionou que o Canadá se mostrou uma equipe organizada e que dificultou a vida de Marrocos na primeira etapa. No entanto, para Ouahbi, a verdadeira força dos Leões do Atlas apareceu no segundo tempo, quando dominaram o jogo e garantiram uma vitória tranquila. “No segundo tempo, a diferença foi clara. Eu duvido que muitas seleções consigam vencer por esse placar em um jogo de oitavas de final”, completou.

A vitória reforçou o ótimo momento que Marrocos vive. Nos últimos anos, a seleção tem feito campanhas históricas e, segundo Ouahbi, já não é mais vista como uma surpresa no cenário internacional. “Hoje, não somos mais uma surpresa, e isso nos enche de orgulho. Acredito que isso é apenas o começo e espero que continuemos assim por muitos anos”, afirmou.

O técnico também destacou a importância de ter paciência e resiliência em partidas de Copa do Mundo, especialmente contra adversários que podem pressionar. “Passamos aos jogadores que, em um Mundial, enfrentarão momentos difíceis. O importante é aguentar e mostrar resiliência quando as coisas não saem como planejado”, disse ele.

Agora, Marrocos se prepara para enfrentar a França nas quartas de final. Essa é uma rivalidade que traz à tona lembranças da semifinal da Copa do Mundo de 2022, onde os africanos foram eliminados. Apesar do histórico, Ouahbi deixou claro que não há ressentimentos. “Não estamos pensando em revanche. Nosso foco é ir o mais longe possível e deixar nosso povo orgulhoso”, concluiu o treinador.

Sobre o Autor

João Ribeiro