Questão de Ancelotti: o papel de Raphinha na seleção

A Copa do Mundo de 2026 promete ser um grande desafio para Carlo Ancelotti, agora à frente da seleção brasileira. A missão é clara: levar o Brasil de volta ao topo do futebol mundial, algo que não acontece há mais de 20 anos. O time estreia neste sábado (13) contra o Marrocos, e as expectativas são altas, mas algumas dúvidas ainda pairam sobre a formação ideal da equipe.

Uma das questões que mais chama atenção é sobre onde é melhor usar Raphinha. Ele é um jogador importante, mesmo após uma temporada conturbada no Barcelona devido a lesões. Quando está em campo, Raphinha tem um papel fundamental no ataque, seja ajudando a construir jogadas ou marcando gols. Ancelotti não quer abrir mão dele, mas precisa encontrar a melhor forma de integrá-lo ao time sem perder o equilíbrio.

O dilema começa na lateral esquerda, onde Raphinha teve seu melhor desempenho nos últimos anos. No Barcelona, ele frequentemente atuava por ali, o que lhe dava liberdade para se movimentar, atacar espaços e finalizar com mais frequência. O desempenho dele cresceu muito nesse papel. No entanto, na seleção, essa posição já tem um “dono”: Vinicius Júnior, que se tornou uma das estrelas do futebol mundial e é peça-chave no esquema de Ancelotti.

Diante da falta de espaço na ponta esquerda, Raphinha tem sido deslocado para outras áreas do campo. Ancelotti já o posicionou mais centralizado, próximo ao centroavante ou aos meio-campistas, o que muda um pouco sua forma de jogar. Essa nova função exige adaptações, já que ele acaba participando mais da circulação da bola e lidando com mais pressão dos adversários. Mesmo assim, Raphinha tem se mostrado consistente, usando sua habilidade para encontrar espaços e se manter influente.

A grande dúvida que fica é se Raphinha consegue render da mesma forma em qualquer posição. Ele é versátil e pode atuar em várias funções no ataque, algo que Ancelotti valoriza muito. Mas a questão é que a seleção ainda não conseguiu replicar a agressividade e a decisividade que ele mostrou no Barcelona. O debate não é sobre sua qualidade, mas sim sobre como aproveitar ao máximo um dos talentos mais promissores da nova geração brasileira.

Encontrar a melhor forma de encaixar Vinicius Júnior e Raphinha pode ser um dos grandes desafios ao longo da campanha no Mundial. Ambos são considerados titulares absolutos, e a comissão técnica precisará descobrir uma maneira de manter o protagonismo de ambos, potencializando o ataque da equipe. Os primeiros jogos da Copa devem dar pistas sobre como Ancelotti pretende resolver essa questão. Afinal, se o Brasil quer voltar a brilhar no cenário mundial, descobrir a melhor versão de Raphinha será um passo essencial nessa jornada.

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João Ribeiro