SAF do Paraná avança após reunião com conselheiros

Na última segunda-feira, os sócios da NextPlay se reuniram com os conselheiros do Paraná Clube para esclarecer algumas dúvidas sobre a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A conversa ganhou um tom mais sério após o Comitê da SAF, que inclui figuras importantes como o presidente Ailton Barboza de Souza e outros conselheiros, manifestar preocupações em relação à proposta da NextPlay. Por conta disso, muitos torcedores ficaram apreensivos com a possibilidade de que a venda não se concretizasse, já que muitos acreditam que essa é a chave para o futuro do clube.

Durante o encontro, os representantes da NextPlay responderam a várias questões, como a garantia de que o contrato seria cumprido, a possibilidade de vender cotas da SAF e até a situação da compra do terreno da Vila Capanema. Esse terreno, que atualmente pertence à União, é uma das prioridades na negociação. Apesar das incertezas, a expectativa é que a proposta da NextPlay seja aprovada na próxima reunião do Conselho Deliberativo, marcada para o dia 22.

Para que a venda da SAF seja finalizada, o Paraná Clube ainda precisa de um documento chamado Certidão Positiva com Efeitos de Negativa da Fazenda Nacional. Esse documento é fundamental para mostrar que a situação fiscal do clube está regularizada. Para obtê-lo, é necessário concluir um processo tributário com a União e pagar a primeira parcela de R$ 3 milhões. Se tudo correr como planejado, esse valor será pago pela NextPlay.

No mês passado, a juíza responsável pelo caso, Mariana Fowler Gusso, deu um prazo de 90 dias para que a certidão fosse apresentada. Somente após a entrega desse documento é que o plano de Recuperação Judicial (RJ) será homologado. Desde o início do ano, a NextPlay já vem atuando para facilitar a transição da Associação para a SAF do Paraná Clube. Eles foram responsáveis pela montagem do elenco e da comissão técnica que trouxe o time de volta à elite do Campeonato Paranaense.

Além disso, a NextPlay fez investimentos na Vila Olímpica do Boqueirão, transformando o local em um novo centro de treinamentos para o time profissional. O espaço também foi reaberto para jogos em parceria com o São Joseense, e há até a possibilidade do Tricolor disputar partidas durante a Copa Paraná no segundo semestre.

Em relação à venda da SAF, as negociações avançaram após um acordo com o Banco Genial, que é o principal investidor da NextPlay. O banco vai pagar R$ 60 milhões pela Sede da Kennedy, e esse valor será destinado ao pagamento das dívidas do clube. Inicialmente, muitos credores estavam preocupados em não receber nada no leilão da sede e estipularam um preço mínimo de R$ 70,8 milhões. Porém, com a nova proposta, eles concordaram em reduzir o valor para R$ 60 milhões, o que facilitou a negociação.

O imóvel será leiloado pelo preço acordado e o banco terá a chance de igualar qualquer proposta superior. O pagamento será realizado em dez parcelas anuais, com um ano de carência a partir da venda da SAF. Enquanto isso, a NextPlay ficará encarregada de quitar as dívidas com a Receita Federal e o Banco Central, além de estar em negociações com a União para a compra definitiva da Vila Capanema.

Os valores mínimos para investimento no Paraná Clube incluem R$ 42 milhões para as dívidas tributárias, R$ 10 milhões para um centro de treinamento, R$ 60 milhões para a Vila Capanema e valores variados para o futebol em diferentes divisões do Campeonato Brasileiro.

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João Ribeiro