Apesar de algumas reclamações antes da disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo, a Inglaterra mostrou que estava pronta para a competição e venceu a França por 6 a 4, mesmo com uma escalação alternativa. O grande destaque da partida foi Bukayo Saka, que marcou três gols, o que levantou algumas questões sobre a decisão do técnico Thomas Tuchel de deixá-lo fora da semifinal contra a Argentina.
Na partida contra a Argentina, realizada na última quarta-feira, Saka ficou no banco de reservas, mesmo estando em plenas condições físicas. Ele jogou os 90 minutos mais os acréscimos no jogo seguinte, contra a França. Tuchel teve que explicar sua escolha tática, que parecia baseada em um instinto. “Ele foi excelente contra os franceses. Bukayo é um jogador essencial para mim e estava pronto para a Copa do Mundo. Mas, como treinador, sinto a responsabilidade de cuidar dele, especialmente por conta do histórico de lesões”, disse Tuchel, ressaltando que foi difícil deixá-lo fora da semifinal.
O técnico também comentou que, após o jogo contra a Noruega, teve a intuição de que Morgan Rogers poderia trazer algo especial para a partida contra a Argentina, levando à sua escolha de escalar outro jogador. Essa decisão acabou gerando discussões sobre a estratégia de Tuchel.
Saka, que foi um dos pilares do Arsenal na última temporada, enfrentou problemas com o tendão de Aquiles e isso afetou seu desempenho. Ao se juntar à seleção, ele recebeu um cronograma especial para se preparar para o torneio na América do Norte. Por conta disso, começou como reserva nas duas primeiras partidas da fase de grupos, mas acabou se destacando contra o Panamá e foi titular nas oitavas de final contra o México.
Na fase de grupos, Saka teve três assistências, mas continuou a ser reserva em algumas partidas, inclusive na semifinal contra a Argentina. Durante o jogo, a equipe estava ganhando, mas Tuchel optou por uma formação mais defensiva, o que impediu a entrada de Saka. “Fizemos ele aquecer várias vezes, estávamos prontos para mudar, mas o jogo se tornou tão imprevisível que, no final, escolhemos outra opção”, explicou o técnico.
Por sua vez, Saka expressou sua frustração com o tempo de jogo limitado, somando apenas 356 minutos na Copa. No entanto, ele preferiu não criar polêmica e focar no futuro com a seleção. “Claro que gostaria de ter jogado mais, mas agora não adianta mais. Tento me comunicar em campo e seguir em frente. Estou em forma e acredito que tudo isso faz parte do jogo. O importante é como reagimos e usamos isso como motivação”, finalizou.