A Copa do Mundo de 2026, que está acontecendo entre Canadá, Estados Unidos e México, já está agitando o cenário do futebol com várias mudanças de técnicos. Mesmo no primeiro estágio eliminatório, algumas seleções já decidiram que era hora de mudar o comando, e isso gerou uma onda de demissões.
Logo no início da competição, a Tunísia fez uma mudança drástica ao demitir seu treinador, Sabri Lamouchi. Isso aconteceu após uma derrota acachapante de 5 a 1 para a Suécia. Lamouchi, que tinha um histórico positivo nas Eliminatórias da África, não resistiu ao revés. Ele se tornou o quarto técnico a ser demitido durante um Mundial. A Tunísia então buscou Hervé Renard para assumir o cargo, mas a mudança não trouxe os resultados esperados, já que a equipe acabou perdendo também para o Japão e os Países Baixos na fase de grupos.
Além da Tunísia, outras seleções também optaram por encerrar as parcerias com seus treinadores. Steve Clarke, da Escócia, Hong Myung-Bo, da Coreia do Sul, Miroslav Koubek, da Tchéquia, e Marcelo Bielsa, do Uruguai, foram desligados após suas equipes não conseguirem avançar no torneio. A eliminação da Coreia do Sul, em particular, foi bastante comentada, levando até mesmo o presidente do país a pedir investigação sobre a organização do esporte. Myung-Bo enfrentou uma situação delicada e precisou de segurança ao voltar para casa.
A fase de mata-mata também trouxe suas surpresas. Ronald Koeman, dos Países Baixos, decidiu deixar o comando após a eliminação em um jogo emocionante contra Marrocos, que foi decidido nos pênaltis. Ele expressou sua decepção nas redes sociais, ressaltando que todos tinham grandes expectativas para a seleção.
Outro que não continuou foi Sebastián Beccacece, do Equador. Apesar de ter levado a seleção ao mata-mata, a eliminação para o México não foi suficiente para garantir sua permanência, e ele também não teve o contrato renovado. Beccacece lamentou não ter alcançado o desempenho esperado durante o torneio.
Julian Nagelsmann, técnico da Alemanha, está em uma situação delicada após a queda nos 16-avos de final, também nos pênaltis, desta vez contra o Paraguai. Embora não tenha pedido demissão, ele está sob pressão por parte da Federação Alemã, que não ficou satisfeita com o desempenho da equipe. Nagelsmann tem conversado com a DFB e, embora tenha um contrato em vigor, sua permanência está sendo questionada.
Por outro lado, algumas seleções decidiram manter seus treinadores, independentemente dos resultados. O Brasil, por exemplo, renovou o contrato de Carlo Ancelotti até 2030, o que mostra a confiança da CBF no trabalho do técnico. Ancelotti, que assumiu em maio de 2025, parece estar no caminho certo para levar o Brasil a conquistar títulos.
Além dele, Thomas Tuchel, da Inglaterra, também tem seu futuro garantido, já que a renovação de seu contrato foi feita no início do ano, mesmo que a seleção ainda não tenha atingido o desempenho desejado.
Essas mudanças no comando das seleções mostram como o futebol é um esporte tão dinâmico e cheio de surpresas, refletindo as altas expectativas que cercam um Mundial.