A Inglaterra se viu novamente em uma situação complicada em uma semifinal de Copa do Mundo, relembrando o que aconteceu em 2018. O time começou a partida em vantagem, mas acabou sendo superado pela Argentina, o que gerou uma série de críticas ao técnico Thomas Tuchel. O que realmente chamou a atenção foi a estratégia do treinador de abrir mão da posse de bola, algo que já havia sido feito por Gareth Southgate em ocasiões anteriores.
Quando Tuchel assumiu o comando da seleção em 2025, muitos acreditavam que ele seria a resposta para os problemas que o time enfrentou nas últimas seis décadas. Afinal, a última vez que a Inglaterra conquistou um grande torneio internacional foi em 1966. No entanto, o desenrolar da partida contra a Argentina deixou a impressão de que a história se repetia de forma ainda mais dramática, na visão do ex-jogador Jamie Carragher.
Em sua análise no “The Telegraph”, Carragher afirmou que a imprensa e os torcedores ingleses estavam se deixando levar por uma visão otimista de que a situação teria sido diferente com um treinador de maior renome. Ele lembrou que, assim como Southgate, Tuchel também cometeu erros em momentos cruciais da partida.
Carragher, que fez história no Liverpool, reconheceu que em jogos anteriores, como contra Croácia, Itália, França e Espanha, a Inglaterra foi superada. Mas, contra a Argentina, o time inglês parecia mais forte nos primeiros 72 minutos. O gol de Anthony Gordon, que abriu o placar, trouxe esperança, mas as substituições feitas por Tuchel mudaram o rumo do jogo.
Após marcar, Tuchel decidiu tirar jogadores ofensivos, como Gordon e Reece James, colocando em campo defensores como Ezri Konsa e Dan Burn. Essa mudança, segundo Carragher, acabou convidando a Argentina a pressionar ainda mais. Ele destacou que, com apenas 12% de posse de bola entre o gol da Inglaterra e o empate da Argentina, o time parecia estar apenas tentando sobreviver em vez de continuar jogando.
A pressão da Argentina resultou em um empate emocionante com um gol de Enzo Fernández, e Carragher apontou que a formação não exigia uma mudança tão drástica. Ele argumentou que o técnico deveria ter mantido uma postura mais ofensiva, especialmente considerando a habilidade de jogadores como Lionel Messi.
No final de sua análise, Carragher refletiu sobre a situação da seleção inglesa, afirmando que, independentemente de quem esteja no comando, sempre parece haver um jeito de fracasso. A eliminação deixou uma sensação amarga entre os torcedores, que esperavam mais do time nesta Copa do Mundo.